Buscar
  • unoxconsultoria

Transformação Digital. E agora?

Atualizado: Set 9

Inovar e se adaptar rapidamente é, cada vez mais, a chave de persistência de um negócio. Grande parte dos executivos classificam a transformação digital como uma questão de sobrevivência. Porém, embora saibam da necessidade de se transformar, muitas empresas começam seus planos, mas falham no caminho.

Estudos identificam as questões de liderança como um fator-chave na estagnação generalizada nos esforços de transformação digital. E apesar de 91% dos executivos acreditarem que sua empresa está alinhada com a definição de transformação digital, 1 em cada 4 observaram que um obstáculo importante para o sucesso de suas estratégias foi a falta de alinhamento com o seu real significado, ou seu propósito.


Qual seria, então, o segredo de grandes empresas que estão bem colocadas no mercado? Entre diversos fatores, está a capacidade de ser resiliente e acompanhar as mudanças do consumidor. Por fazerem isso de forma exemplar, pequenas empresas e startups que usam da inovação disruptiva para revolucionar mercados estão roubando uma grande parcela de clientes de empresas consolidadas, como bancos e hotelaria. Nubank e Airbnb são bons exemplos de startups unicórnios que fizeram a diferença para os consumidores desses setores.


O diferencial dessas empresas não se restringe somente à tecnologia, mas está também em um modelo totalmente centrado no consumidor. A estratégia que antes girava em torno do produto, agora gira em torno do cliente. Afinal, esse novo usuário, inserido na facilidade do meio digital, aceita fornecer seus dados para receber em troca um atendimento mais personalizado. Assim, a análise de informações como comportamento desses consumidores, suas opiniões, entre outras, movem essas empresas.


Portanto, hoje os dados são uma moeda valiosa. A Netflix é um grande exemplo de negócio que soube identificar o comportamento do seu consumidor e usar os dados em prol dessa ideia. A empresa que começou somente com um serviço segmentado de entrega de DVD’s por correio, hoje conquista seu público com conteúdos próprios no seu serviço de streaming e mais de 120 milhões de usuários.


Entretanto, vale ressaltar: o potencial de inovação não está restrito somente a essas empresas que, com poucas décadas de existência, se tornaram grandes referências no entendimento do consumidor e na sua agilidade para se transformar. Diante do impacto das disrupções do mercado, fica nítido, então, que para inovar e garantir a competitividade é preciso criar uma estrutura de funcionamento totalmente nova. Passando pela postura da liderança, modelos de gestão, formatos de trabalho até a forma como novas ideias são desenvolvidas e levadas para o mercado.


Uma coisa é certa. Antigamente as empresas tinham mais tempo para mudar gradualmente. Hoje, podemos acompanhar notícias que revelam como estamos caminhando cada vez mais rápido para um futuro digital.


Agora que você já entendeu um pouco sobre o panorama da transformação digital, vamos falar sobre como a Transformação Digital está impactando o RH da empresas e seus desafios com essas mudanças.


Transformação Digital e RH


É certo que a tecnologia não substitui a atuação das pessoas, mas atua como facilitadora para torná-las mais estratégicas e menos burocráticas. Portanto, já que a transformação digital passa por promover uma ampla mudança estrutural, o RH precisa adotar um novo papel.


É preciso mudar a atuação da área - antes voltada para a prestação de serviços de contratação, avaliação e remuneração - para uma participação ativa na linha de frente das tomadas de decisão e estratégias para a construção e condução de um modelo de operação digital nas companhias, seja por meio de uma administração mais eficiente, seja pela contribuição na busca por oportunidades de inovação. Para isso, a área precisa entender os problemas de negócio e como solucioná-los com as pessoas que integram a organização, apoiando-se na tecnologia para repensar formatos de atuação, aprimorar as equipes, descobrir e desenvolver novos talentos.

Desafios do Novo RH


Já que a transformação digital deve ser vista sob a perspectiva das pessoas e das mudanças culturais, as discussões estratégicas sobre a construção e condução do modelo de operação digital começa também no RH.


À medida que as empresas procuram se movimentar rapidamente, a autonomia e o empoderamento das pessoas e das equipes assumem um novo nível de importância. Afinal, as tomadas de decisão inteligentes de cada profissional geram valor para o negócio.


A contribuição da área do RH para viabilizar isso dentro de uma companhia envolve, portanto, a criação de práticas, processos e comportamentos que, como pilares, sustentem verdadeiramente essa nova cultura.


Como exemplo de iniciativas que podem - e devem - ser estimuladas pela área está a criação de times multidisciplinares que atuam de forma colaborativa, em torno de um objetivo comum, e o incentivo à experimentação e inovação, promovendo um ambiente seguro e favorável para isso, onde problemas não são tratados com punição e sim como oportunidades de melhoria e de aprendizado contínuo.


Diante de um cenário de crescimento acelerado dentro dessas companhias que passam por uma transformação digital, o RH novamente tem um papel fundamental. Mais do que trazer as pessoas certas, é preciso definir os perfis certos e preparar esses novos profissionais para integrá-los nessa nova cultura, que pode ser diferente de suas experiências anteriores. E não pára por aí: a área é também responsável por articular com a operação planos de retenção para esses profissionais.


A nova atuação do RH em tempos digitais passa também pela análise de dados para entender melhor os colaboradores e, assim, tornar as tomadas de decisão mais eficientes, refletindo em maior engajamento e performance. É o que chamamos de People Analytics.


O Itaú Unibanco é um bom exemplo de empresa que alcançou bons resultados com a mudança do RH.


Como Sergio Fajerman, Diretor Executivo de RH do banco, exemplifica a mudança de um modelo de comando e controle, burocrático e avesso aos erros, foi um desafio, mas o ambiente de autonomia, que considera problemas como oportunidades de aprendizado, foi fundamental para alcançar a agilidade e melhoria contínua que o digital exige. Ou seja, o RH precisa continuar se adaptando e se reinventando, assim como toda a companhia, para suportar a mudança por meio de um foco intenso na cultura, no aprendizado, melhoria contínua e engajamento das pessoas que compõem uma organização.


Para encontrar o modelo mais adequado para a sua realidade, estude estratégias de outras empresas, busque referências e construa a sua jornada de transformação.


Quer saber mais sobre como o RH é capaz de contribuir para as decisões do negócio? Consulte nossos especialistas em www.unoxconsultoria.com.br



6 visualizações

© 2020 - Todos os diretos reservados a UNOX Consultoria